Ricardo Costa
Ricardo Costa descobriu cedo o fascínio pelos mundos fantásticos. Ainda na juventude, encantava-se com narrativas de fantasia medieval, em especial com o clássico desenho Caverna do Dragão, cuja atmosfera de aventura e mistério ajudou a moldar seu imaginário. Contudo, foi apenas no final da década de 1990, por meio das páginas da lendária Dragão Brasil, que teve seu primeiro contato direto com o universo do RPG — um encontro que mudaria definitivamente sua trajetória.
Pouco tempo depois, ao adquirir o jogo introdutório Dragon Quest, Ricardo foi definitivamente capturado pela magia dos dados, narrativas e possibilidades infinitas que o hobby oferece. Em Salvador, encontrou um grupo de jogo com o qual viveria uma experiência rara: uma campanha contínua que se estenderia por impressionantes dezesseis anos. Nesse período, não apenas participou de histórias memoráveis, como também contribuiu ativamente para a comunidade, fundando, ao lado de Ivan Lira, o site Os Últimos Dias de Glória, dedicado ao cenário Forgotten Realms e às aventuras vividas em sua mesa.
Com o encerramento desse ciclo em 2016, veio uma pausa — breve, mas significativa. O retorno ao cenário se deu por meio do convite de Augusto Ballalai e Daniel Bart para integrar o blog Aventureiros dos Reinos, também voltado ao universo de Forgotten Realms. A partir de então, Ricardo ampliou sua atuação no meio, acumulando contribuições relevantes: participou como tradutor oficial dos livros básicos de Dungeons & Dragons pela Galápagos Jogos, colaborou na tradução de diversos materiais para diferentes editoras e desenvolveu conteúdos autorais.
Entre suas realizações, destaca-se sua participação como um dos autores do livro O Bestiário do Folclore Brasileiro, publicado pela editora Tria — uma obra singular que une tradição cultural e imaginação fantástica, e da qual guarda especial orgulho.
Atualmente, Ricardo mantém viva sua conexão com o RPG por meio de sessões presenciais — raras, mas preciosas — compartilhadas com amigos, incluindo sua esposa, Deise, e seu filho, Henrique (e, às vezes, com Dudu, o filho menor, jogando dados), além de uma campanha com outros mais distantes, conectados pela tecnologia e pela paixão comum. Em um movimento que ecoa suas origens, retorna agora ao ponto de partida ao lado de seu grande parceiro Daniel Bart, com o propósito de deixar um novo legado aos fãs de Forgotten Realms: o projeto Uma Viagem pelos Reinos, um convite aberto à exploração, à narrativa e ao encantamento que definem o verdadeiro espírito do RPG.